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CHINCHILA (SOBE)
 

Essa felpuda e dócil roedora vem expandindo seu espaço no reino pet. Conheça-a melhor

Ela não é propriamente um fenômeno de popularidade entre os roedores de estimação.
Compreensível. Além de sua criação ter sido, por muito tempo, voltada de forma quase exclusiva ao mercado de peles, a Chinchila é a mais cara entre esses mascotes.
"Aqui nos Estados Unidos, um exemplar custa, em geral, pelo menos U$ 80 contra U$ 20 de um Porquinho-da-Índia", compara a criadora norte-americana e secretária da Mutation Chinchilla Breeders Association, Julie Ouderkirk.

No Brasil, o preço da espécie se inicia numa faixa mais baixa - ao redor de R$ 70 - mas atinge, conforme a cor (veja quadro Variedades) e o lugar, por volta de R$ 300.

"Já Porquinhos-da-Índia, Hamsters, Ratos e Gerbils são encontrados facilmente por menos de R$ 15", estima Roger Cária, presidente da única entidade nacional especializada em roedores de estimação, a Federação Mineira dos Criadores de Roedores. "Aliado ao fato de a Chinchila ser recente no mercado pet e ainda não muito conhecida, não há dúvida de que os valores mais altos pelos quais é vendida são o principal responsável pela sua menor popularidade", analisa Julie.
Cifras à parte, a Chinchila vem ampliando seu espaço no reino dos bichos de estimação.
Nos Estados Unidos, de 1998 para 2000, mais do que dobrou o número de moradias que adotam pelo menos um exemplar da espécie como mascote: foi de 78 mil para 165 mil.
Os dados são da última Pet Owner Survey, um tipo de censo sobre os animais e seus donos, realizado a cada dois anos nos EUA. Também aqui, embora não haja estudos do gênero, a Chinchila tem conquistado mais admiradores.

"Ela nunca foi tão conhecida e tão procurada como agora", comenta o criador Mário Bastos, de São Paulo, que se dedica à espécie há sete anos.

"Hoje vendo por volta de 500 exemplares por mês; há três anos vendia cerca de 200", estima o criador há 20 anos Pedro Colabuono, de São Paulo, que atende tanto o comprador final como lojistas.
"As pessoas estão descobrindo a Chinchila e seus grandes atrativos, sobretudo sua docilidade e capacidade de interagir com os donos", acrescenta Cária.

 
COELHOS - (SOBE)
 

COELHOS: MASCOTES DE SUCESSO

Eles existem em mais de 40 raças diferentes, são bonitos, graciosos e já conquistaram uma multidão de admiradores. Saiba mais sobre o hobby de ter e criar Coelhos .
Os Estados Unidos, o maior centro mundial de criação de bichos de estimação, os Coelhos são líderes de popularidade. Em outras palavras, eles são os mais adotados entre todos os mamíferos roedores comumente adquiridos como mascotes: Hamster, Porquinho-da-índia, Chinchila, Rato, Ferret, Camundongo e Esquilo da Mongólia.

Quem garante a informação é a tradicional entidade American Pet Products Manufacturers Association (APPMA), que, há mais de quatro décadas, realiza pesquisas bianuais sobre animais de estimação e seus donos. Segundo o último levantamento disponível, o do ano passado, dos quase 4 milhões de lares norte-americanos que têm algum mamífero roedor, 40% possuem Coelhos - percentual esse não atingido por nenhum dos demais.

No nosso país, não há pesquisas que determinem a quantidade de moradias ou de pessoas que têm mamíferos roedores como mascotes. No entanto, não restam dúvidas de que os Coelhos fazem um sucesso considerável como bichos de estimação. Dos 14 pet shops entrevistadas por Cães & Cia em vários dos principais Estados nacionais (veja nomes em agradecimentos), oito comercializam esses simpáticos orelhudos.

Em duas delas - a República dos Bichos, em Belo Horizonte, e a Dog House, em Brasília -, os Coelhos lideram as vendas. Nas seis restantes, eles são vice-colocados, perdendo apenas para os Hamsters e vendendo, conforme a loja, de dez a quase 200 exemplares por mês.

QUAL A GRAÇA

Aparência. Eis o maior atrativo dos Coelhos. Quem não acha uma graça o seu corpo felpudinho, de longas orelhas, olhar doce e nariz que remexe? A variedade de raças, de cores, de tipos de pelagem e de tamanhos (veja quadro Diversidade de Raças) colabora ainda mais para encantar o público.
Mas não é só isso que garante o sucesso desses roedores como mascotes.

Há uma lista de predicados em seu favor: preço acessível, manutenção pouco trabalhosa e de baixo custo, necessidade de acomodações não muito espaçosas, ausência total de cheiro na pele e no pêlo e um temperamento calmo, nada barulhento e ao mesmo tempo, sociável, dócil, interativo e disposto a brincadeiras.

Os Coelhos também são uma opção fascinante para quem decide criar. Basta que algumas providências bastante simples sejam tomadas (Veja quadro como manter e criar), para até mesmo o mais amador dos criadores conseguir ver os seus exemplares procriando sem problemas. Especializar-se em uma ou algumas das raças, selecionar acasalamentos para obter exemplares cada vez mais bonitos e participar de exposições de beleza também podem fazer parte do hobby (veja EUA X Brasil).

EUA X BRASIL

Um dos raros criadores que se dedicam somente aos Coelhos como mascotes é Paulo Ramos Amarante, de Valinhos, SP. Ele observa na prática o predomínio da criação nacional. "O interesse pela carne e pele de Coelhos cresce muito no Brasil; já o hobby de criá-los apenas como bichos de estimação e exposição, não", afirma.

"Até existem eventos de beleza, mas o enfoque é expor e premiar os exemplares que garantam uma boa carne e pele", diz. "O ramo principal da criação de Coelhos no Brasil é a carne e, conseqüentemente, a pele, que é retirada dos exemplares abatidos e usada para a confecção de roupas e acessórios", fala o presidente da Associação Paulista de Criadores de Coelhos, Henrique Dewald Paraschin, também um dos proprietários da Granja Angolana, em São Roque, SP.

"Acredito que menos de 5% da produção brasileira se destinem ao hobby de Coelhos como animais de companhia"`São vários os motivos dessa gradual mudança de enfoque na criação de Coelhos nos EUA.

"A demanda por carne e pele começou a crescer aqui nos anos 60 e 70", lembra o criador norte-americano Glen Carr, que chegou a participar desse mercado.

Mas, como Carr complementa, paralelamente a isso, o hobby dos Coelhos como mascotes e bichos de exposição ia ganhando cada vez mais força.

Mesmo tendo sido um processo lento, os Coelhos foram se tornando sinônimo de animais de companhia e foi ficando cada vez mais estranho comer a sua carne ou vestir a sua pele", explica. "Da mesma maneira como, na nossa cultura ocidental, é bem esquisito comer carne de cachorro ou de gato", compara Carr.

Somem-se a isso, as campanhas de ecologistas e de hobbistas contra o consumo de carne de Coelho e contra o uso de pele de animais. "A procura por carne de Coelhos nos açougues e nos restaurantes foi diminuindo cada vez mais", recorda-se ele.

"Para os criadores de Coelho, pagar a inspeção de qualidade da carne - uma exigência do governo americano aos produtores de qualquer tipo de carne - foi ficando pouco vantajoso e a melhor solução era abandonar a atividade", analisa.

Já em relação à pele - além das campanhas ecológicas e de sua obtenção, normalmente, vir dos Coelhos já abatidos para abastecer o consumo de carne -, houve outro fator que ajudou a afundar o segmento: "Os asiáticos entraram no mercado com peles a preços tão baixos que se tornou mais barato importar deles do que comprar da produção nacional", fala Carr. Por tudo isso, dos anos 80 para cá, Coelho esperto prefere a nacionalidade norte-americana. "Aqui, hoje, usar pele de animais pega até mal, e a carne de Coelho é rara e bem cara", informa ele.

 
ESQUILOS - (SOBE)

 

ESQUILO DA MONGÓLIA


Conheça e aprenda criar este manso, pequeno e curioso bichinho que já conquistou os EUA.
Pouco conhecido no Brasil, apesar de encontrado em lojas especializadas, este roedor já faz parte da lista dos 10 animais de estimação favoritos nos lares americanos, segundo artigo publicado no New York Times em 12 de novembro de 92. Originário do deserto e áreas semidesertas da Mongólia e nordeste da China, o Gerbil (Meriones unguilatus), como é chamado nos EUA, é um dos poucos entre as outras suas 79 espécies que pode ser criado como bicho de estimação, devido ao temperamento sociável e pacífico.
Foi descoberto em 1811 e criado em cativeiro só em 1935 quando C.Kasugo, um zoologista japonês, levou ao seu país alguns exemplares da bacia de Amur na fronteira da Rússia com a China. Inicialmente era usado em pesquisas laboratoriais e, posteriormente, a partir de 1982, para detectar drogas em bagagens nos aeroportos canadenses e em revistas a visitantes de prisioneiros em Toronto, por causa de seu excepcional faro.

DOMÉSTICO

Sua popularidade deve-se ao fato de ser limpo, não produzir cheiro ruim como outros roedores, à facilidade de amansar e ser mantido, ocupando pouco espaço e comendo pouco, (cerca de só 8g de comida diária) e por não ter doenças transmissíveis ao homem. Pequeno, com seus cerca de 9 cm, excluídos os outros 9 da longa cauda peluda, tem patas dianteiras curtas com as quais apanha os alimentos e as dianteiras longas, que facilitam sua rápida movimentação, as quais também bate no chão para avisar os companheiros de perigo nas redondezas, como fazem os coelhos. Os olhos grandes, inseridos no alto da cabeça, dão-lhe um grande campo de visão e as orelhas redondas e pequenas são sensíveis ao menor som. Os dentes incisivos da frente crescem durante toda a vida, necessitando, portanto, roer sementes, raízes, etc. Sua cor original é marrom-dourado com as pontas do pêlo pretas, chamada de "agouti", mas há várias mutações obtidas por seleção em cativeiro e já fixadas: marrom-dourado com pintas brancas, pintado (várias e maiores manchas brancas), preto, prata e suas tonalidades, branco, albino (tem olhos vermelhos), preto, cinnamon (canela), cinza-amarronzado, ouro prateado, chinchila e azul.

Sociável, vive em tocas na areia do deserto, em colônias de 30 a 40 exemplares, e é tanto ativo de noite quanto de dia, alternando horas de cochilo. Quieto, emite um guincho baixo. Extremamente curioso e explorador adora fazer acrobacias e se divertir com brinquedos como túneis e rodas (use as fechadas para não ferir a cauda). Vive pouco - em média de 3 a 4 anos.

FICHA

Alimentação:

1) ração industrializada para roedores ou própria para a espécie (importada dos EUA), frutas, verduras e legumes ou

2) mistura de 50 % de trigo, aveia, cevada em iguais quantidades, adicionada com 15% de milho e o resto com ração para roedores ou para a espécie. Como petisco, larvas de tenébrio, um pouco de vagem seca, e verdura (alface, couve, chicória, espinafre) e legumes (cenoura, nabo) bem picados e lavados.

Instalações:

A gaiola própria para a espécie ou de hamster (a maior possível e bem funda para caber forração para ele se entocar e não cair restos da mesma pelas grades) ou aquário de vidro ou plástico de, no mínimo, 22,5 cm de comprimento x 20 cm de largura para até 1 casal. Bebedouro de garrafa com bico, potinho de cerâmica para comida. Forração: serragem grossa de pinho ou areia ou granulado sanitário de gato. Toca ou cama: feno macio ou caixa de madeira para periquito. Não usar jornal nem serragem de madeira perfumada ou tratada.

Reprodução:

Juntar casal desde jovem para evitar brigas. Maturidade sexual a partir de 9 a 12 semanas. Cio de 4 dias a cada 6 dias. Dar descanso de 30 dias após 5 meses de reprodução. Gestação de cerca de 25 dias. Ninhada média de 6 filhotes. Separar filhotes com 3 a 4 semanas e por sexo com 1 mês (o macho é maior, com distância entre o ânus e o órgão genital mais longa, cerca de 1 cm - o dobro da fêmea - e pele escura na bolsa escrotal).

Amansar:

Preferível desde filhote. Introduza a mão com movimentos lentos na gaiola e procure pegá-lo diariamente. Coloque comida na palma da mão para atraí-lo. Leva cerca de 2 a 3 semanas para se acostumar com você. Evite, no início, pôr a mão na cabeça para não assustá-lo.

 

HAMSTER (SOBE)

BRINCALHÃO ENCANTADOR

Simpático, curioso e animado, este minúsculo roedor desperta grande interesse.

Pequenino, de olhar meigo, pêlo macio, dócil e brincalhão, o Hamster tornou-se um dos animais de estimação mais populares do mundo.

Seu nome Hamstern, em alemão, significa "apropriar-se". Refere-se ao hábito de armazenar alimentos em duas bolsas internas, que tem na região final da boca e pescoço. É nessas bolsas que ele esconde também os filhotes quando pressente perigo.

Ao entardecer, em torno das cinco horas, desperta cheio de energia e começa sua atividade diária. Primeiro, faz a higiene pessoal com lambidas. A seguir, cheio de graça, ergue-se sobre as patas traseiras e come com as mãozinhas, que parecem de gente. Aí começa a farra. Acostumado na natureza a caminhar muito, à procura de alimentos, se movimenta o tempo todo. Diverte-se fazendo acrobacias, deslocando-se pela gaiola com vivacidade. Aproveita qualquer oportunidade para fazer exercício. Mais que uma brincadeira, é questão de saúde. Rodas, escorregadores, tubos transparentes, tudo o atrai. Está sempre atento, com as orelhas grandes em pé. Curioso, gosta de se meter nas menores brechas. Atravessa a madrugada com animação até o amanhecer, quando vai dormir e descansar na maior preguiça, com breves interrupções para atividades esporádicas.

MAIS CONHECIDO

Há diversas espécies de Hamster, mas duas, principalmente, são usadas para estimação. A mais conhecida e facilmente encontrada é a Sírio ou Dourado (Mesocricetus auratus), com 10 a 15 centímetros quando adulta. Na natureza, é encontrada em zonas onde predominam arbustos, em tocas de até dois metros e meio de comprimento, escavadas na areia. Origina-se do leste e sul do Mar Negro na Turquia, Síria e noroeste do Irã. Sementes, frutas, verduras, minhocas e insetos como gafanhotos são sua comida natural. Bebe água contida nesses alimentos ou obtida do orvalho das folhagens. O Hamster Sírio vive sozinho em seu esconderijo, brigando com outros que eventualmente se aproximem. Ao anoitecer sai à busca de alimentos, cava seus esconderijos e acasala. Os exemplares em cativeiro descendem, provavelmente, de um macho e três fêmeas capturados pelo Dr.Ahroni, em 1930, ao norte da Síria, nas proximidades de Aleppo. Inicialmente usado como cobaia em pesquisas científicas, passou a ser adotado como animal de estimação devido à docilidade e facilidade de criação. A partir do original dourado, de pêlo fino e textura macia e suave, os criadores desenvolveram diversas variedades. Podem ser de cor dourada clara e escura, cinza e suas tonalidades, negra, chocolate, damasco, canela, creme, champagne, branca, albina (olhos vermelhos), bicolor e tricolor de branco e com essas cores. Além da pelagem acetinada, existe a áspera (variedade Rex) e a longa (variedade Angorá).

Outro Hamster, o Chinês (Cricetus griseus), tem metade do tamanho do Sírio - não ultrapassa os seis centímetros e cabe na palma da mão. Mais sociável, vive em comunidade com seus pares. Origina-se da região que engloba o norte da China e sul da Rússia. Sua pelagem é curta e sedosa. Encontra-se nas cores cinza com branco e castanho-claro com branco.

CONSIDERAÇÕES

A fantástica capacidade de reprodução do Hamster deve ser considerada antes de comprá-lo. Com apenas 43 dias de vida já se reproduz. Um macho pode cobrir, em um mesmo dia, até seis fêmeas, e uma fêmea gerar por ano de 30 a 70 filhotes. Se a decisão for ter apenas um Sírio, prefira um macho, pois a fêmea se irrita facilmente durante o cio (O Chinês, mais sociável, não tem este problema). Se a idéia é reproduzir, um casal ou um macho e cinco fêmeas é a escolha ideal. Se forem Hamster Sírios, deverão ficar em gaiolas individuais, caso contrário brigarão. Já os Chineses podem ser mantidos juntos, em casais. A melhor idade para comprar é entre 5 a 8 semanas. Os jovens tendem a se adaptar melhor ao novo lar.

O Hamster deve ter estrutura forte e rechonchuda, com rabo curto, cabeça arredondada, orelhas separadas, olhos proeminentes, brilhantes, focinho úmido e pelagem distribuída uniformemente. Quando novo, tem os pêlos finos e brilhantes com fios externos nas orelhas, que desaparecem com a idade. Separe-o dos demais e veja se é ágil e curioso. Ofereça um grão de ração. Se ele aceitar, é bom sinal. Observe a existência de eventuais defeitos, como perna quebrada ou mesmo a falta dela, que pode ocorrer devido a acidente na hora em que a mãe lamber o filhote, logo após o parto.

BOAS CONDIÇÕES

Rústico e resistente, o Hamster vive de dois a três anos, desde que adequadamente mantido. Deve ficar abrigado do frio e correntes de ar. A temperatura ideal é de 13 a 22ºC. Devido ao pequeno porte, sua criação não exige grandes espaços. Há uma gaiola própria, com arame bem fechado. Pode-se também usas um aquário com tampa ventilada. A medida para acomodar um Hamster Sírio ou um casal de Chineses é de 20 centímetros de comprimento por 15 de largura e 20 de altura. Forra-se todo o local, para facilitar a limpeza e evitar o mau cheiro, com lascas de madeira (maravalha) de Pinho ou outros sem muita resina ou óleo (de Peroba ou Cedro não são adequadas, por exemplo).

Os acessórios são um bebedouro tipo mamadeira, um comedouro preferencialmente pesado ou preso à gaiola e uma casinha de acrílico (individual para o Sírio adulto ou para um casal de Chineses), com espaço mínimo de 100cm2. O Hamster gosta de preparar uma "cama" para dormir. Para tanto, coloque um pedaço de folha de jornal dentro da gaiola. Ele o despedaçará e carregará para dentro da casinha. Todo este equipamento e os mais diversos brinquedos apropriados são encontrados em pet shops e aviculturas.

Higiene é fundamental para garantir o conforto e saúde. A higiene pessoal, o próprio Hamster resolve. É muito limpo e ajuda os companheiros, lambendo e passando as patinhas pelo corpo. Você deve manter limpas as instalações. O local que ele escolher como "banheiro" deve ser limpo diariamente (o Hamster não suja onde dorme). Duas vezes por semana, troque a "cama" (se tiver molhada, faça-o imediatamente). Lave os comedouros e a gaiola, com água morna. Mantenha a gaiola sem restos de alimentos.

As doenças principais, que atacam o Hamster, são cinco. O wet tail (rabo molhado) é causado por bactérias no intestino, que provocam diarréia aquosa com fezes esbranquiçadas. Se não for tratado com antibióticos, pode matar em 48 horas. A pneumonia resulta de alterações bruscas de temperatura e umidade. Os sintomas são coriza e olhos lacrimejantes, e o tratamento é feito com antibiótico e mucolíticos (dissolvem as secreções do pulmão). A diarréia comum ocorre pêlo excesso de frutas, verduras e legumes, que devem ter sua oferta logo reduzida. A sarna e perceptível quando move muito a cabeça, coça as orelhas, perde o pêlo, apresenta lesões na pele das costas, pontos vermelhos nas orelhas, nariz e órgãos genitais. Trata-se com sornicida, de acordo com orientação veterinária. Falta de exercício pode causar paralisia. O Hamster fica encurvado sem levantar a cabeça. O melhor é isolá-lo numa gaiola com "roda-gigante", para se exercitar e recuperar rapidamente.

O hábito de dormir de manhã, às vezes com sono profundo, principalmente no frio, pode passar a falsa idéia de que esteja morto. Para saber se está vivo, basta pegá-lo na mão, fazer movimentos seguidos e observar se reage.

TRUQUES

Adestrar o Hamster é fácil, por exemplo, para que aprenda a atender pelo nome, mostre comida e chame-o. Para que fique de pé ou balance a cabeça como se estivesse dançando, mostre alimento de forma a deixá-lo na posição desejada e diga várias vezes o comando relacionado com a posição (como "em pé!", ou "dança!"). Dê-lhe então o petisco. Com o tempo, fará todos estes truques, mesmo sem recompensa. Para tornar-se um bom aluno, deve ser tratado com carinho, paciência e mantido em boas condições, sem estresse. Ao tentar segurá-lo, aproxime a mão vagarosamente para que não se assuste. Pegue-o pela pele do dorso ou ponha-o na palma da mão quando estiver bem acostumado com você. Não o deixe cair: um tombo pode ser fatal.

EXPLOSÃO

Quem se dedica à procriação do Hamster pode ter em pouco tempo uma pequena explosão populacional em sua criação. O Sírio está apto a reproduzir com 43 dias (tanto o macho como a fêmea), mas o ideal é acasalá-lo a partir dos dois a três meses de idade, quando o organismo está melhor desenvolvido. Já o macho do Chinês fica sexualmente maduro e pode cruzar com cerca de três meses e meio de idade e a fêmea, com dois meses e meio. O cruzamento é feito ao anoitecer. Leve a fêmea à gaiola do macho e retire-a, assim que terminarem, para evitar brigas e até morte. A gestação demora 30 dias. Ofereça à fêmea uma casinha maior. Para abrigá-la junto à ninhada, serão precisos pelo menos 980 cm2 de área. Nesse período, ela fará um ninho usando maravalha ou jornal picado, para abrigar e aquecer os filhotes. O parto acontece durante a noite e dura poucos minutos.
As ninhadas variam de um a 17 filhotes. Alguns criadores tiram de quatro a nove filhotes cada vez; outros de nove a 14. O autor do livro Hamster - Criação e Treinamento, Marcio Infante Vieira, que já criou cerca de cinco mil exemplares, obtinha normalmente ninhadas com mais de sete filhotes. Segundo ele, a causa da variação nos tamanhos das ninhadas são genéticas e mudam de criação para criação. Durante o inverno, as ninhadas podem ser um pouco menores.

O Hamster nasce com dentes, sem pêlos e com os olhos fechados. Pesa, em média, duas gramas. Mede cerca de dois centímetros e meio. Com três dias de idade, os pêlos começam a nascer, com cinco dias as orelhas se levantam e aos oito dias sai do ninho para pequenos passeios, ainda de olhos fechados. Não se deve tocar nos filhotes antes dos 14 dias. Se a fêmea sentir um cheiro estranho, ficar assustada ou houver barulho, pode abandonar o ninho ou até comê-los. Quando os filhotes completarem 21 a 25 dias, retire-os da mãe e separe-os por sexo, colocando todos do mesmo sexo em uma gaiola ou aquário, com cerca de 80 cm2 de área. Ficarão lá até os 90 dias de idade, no máximo, quando tornam-se adultos e podem brigar.

Uma semana depois da separação, a fêmea está pronta para acasalar novamente. Procure adquirir machos e fêmeas de criações distintas, para evitar cruzamento entre parentes.
Você percebe que está diante de um macho, seja do Sírio como do Chinês, pelos testículos bem visíveis e traseira alongada. No adulto, o pênis é mais separado do ânus que no jovem. Já a fêmea costuma ser maior, ter pigmentação mais escura na região do órgão sexual, poucos pêlos perto do ânus, traseira arredondada e vulva lisa e nua.

ALIMENTAÇÃO

Ofereça comida a partir das 17 horas, quando inicia sua atividade. Um recipiente com ração especial para Hamster (importada, à venda em pet shops) é suficiente.

Na falta desta, é necessário oferecer vários alimentos na tentativa de suprir as necessidades nutricionais do Hamster. Em um recipiente, sirva sementes (trigo, milho, aveia, centeio, cevada e girassol), misturados com legumes e frutas frescas, picadas em tamanho médio e verduras amanhecidas (têm menos água e evitam diarréia). Acrescente milho verde ou duro, em pequenas quantidades. Alface e frutas ácidas, como a laranja e abacaxi, são proibidos.

NÃO alimente seu animalzinho com doces, chocolate, manteiga, alho, cebola, doces e ração de coelho com antibiótico. Forneça água através de um bebedouro tipo mamadeira. Existe a falsa crença de que os hamsters não precisam de água.

Os grãos duros da ração e as sementes são importantes para desgastar os dentes, que crescem continuamente. Dê água fresca à vontade.

PARA SABER MAIS

Livros:

1) Hamster - Criação e Treinamento, Márcio Infante Vieira, Caixa Postal 51633, CEP: 01499, São Paulo, SP.

2) Nosso Amigo o Hamster, Márcio Infante Vieira, Caixa Postal 51633, CEP: 01499, São Paulo, SP.

3) Mi Hamster, de A . Barrie, Editora Hispano Europa S. A ., Barcelona, Espanha. Livro importado pela Editora Nobel.

 
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